terça-feira, fevereiro 20, 2007

Pecado Mortal "Luxúria"




Eu sou um tipo simples com devaneios de luxúria. O mesmo significa que sou um gajo pobre que não se importava de ser rico. Agora que revelei um pouco do meu ser (vão perceber que sou um imprestável de primeira), aproveito para provar o que acabo de escrever.
Se um dia alguém com poderes ilimitados na Foz, alguém da autarquia das Caldas, o Primeiro Ministro, o Presidente da República, não interessa, me dissesse "Escolhe aí a tua casita de férias, podes escolher uma qualquer" não hesitaria (ele disse casita?!!): Chalet de Guilherme Pinto de Araújo, mais conhecido como a "Casa das Palmeiras". Para quem já passou pela Foz sabe do que falo.
Na minha opinião, só existe ali uma outra "casa de reis" que pode, eventualmente, rivalizar com esta e que me poderia deixar a pensar durante 2 ou 3 minutos na oferta "Hum, ou vai o Chalet do Guilherme ou o do Conde Almeida Araújo". Escolheria a primeira e assim até aproveitava para ir a umas festitas a casa do Conde Almeida Araújo, as quais já foram alvo de discussão aqui no Blog e que segundo consta são bem catitas.

domingo, fevereiro 18, 2007

O que eu mais gosto na Foz - Parte III

O que eu mais gosto na Foz é o facto da Foz não ser São Martinho do Porto.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Mail de Francisco Almeida Grandela


Um destes dias, para meu espanto, fui abrir a caixa de correio deste blogue e tinha uma mensagem de F. A. Grandela a solicitar a colaboração para resolver um caso na Foz do Arelho do seu interesse (e de todos nós) que se relaciona com a escola que inaugurou em 1910. A escola «Bernardino Machado» da qual anexo fotografia.
Primeiro que tudo fico rendido ao poder da Internet que pelos vistos já chega ao além, mas também fico satisfeito por este blogue ter sido escolhido como meio de comunicação por esta ilustre figura da Foz do Arelho.
Grandela parece-me estar indignadíssimo pelo facto da sua escola, apesar de restaurada, apresentar na fachada uma numeração desconhecida…
Passo a transcrever o respectivo mail :

“ Caro bloguer,
Dirijo-me a vós, que representa como ninguém, a meu ver, uma forma de dar a conhecer ao mundo a Foz do Arelho, para me ajudar a transmitir o meu profundo desagrado pela inscrição que se encontra na fachada da escola primária que inaugurei na Foz do Arelho.
Que data pretendem traduzir aqueles hieróglifos que lá estão? Trata-se de numeração romana? É que na minha época, 1910 escrevia-se assim: MCMX !!!
Que eu saiba os romanos não voltaram para modificar a sua numeração e entristece-me profundamente que as crianças da vossa época, apesar da escola já não funcionar como tal, possam deparar com tamanho erro didáctico.
Deixo apenas uma questão: Como pretendem ensinar as crianças do século XXI? F. A. Grandela

domingo, fevereiro 11, 2007

O que eu mais gosto na Foz - Parte II



As pessoas que não têm nada para dizer falam sobre o tempo, se chove, se faz sol ou se este tempo veio para ficar. As pessoas que vão e conhecem a Foz falam do tempo como sendo um fenómeno inexplicável, como sendo algo de sobrenatural.

O tempo na Foz não é igual ao de lado nenhum, quem fala do tempo de sítios como a Praia Grande ou S. Pedro de Moel não sabe o que diz... Em regra temos uma nortadazinha, água a fugir para o fresco e um tempo que não é quente nem frio mas também não é ameno, antes pelo contrário, é este o tempo da Foz.

O microclima que ataca a Foz é tão intenso que num dos pontos mais altos (conhecido pela rotunda da Green Hill) pode fazer nevoeiro, frio e não se ver a praia mas na praia estar um dia maravilhoso, um dia de estalo.

Quando muitas das pessoas que passam férias em locais tenebrosos como o Algarve mas depois têm o discernimento de ir para a Foz dizem que na Foz está sempre um tempo muito melhor e que não percebem porque vão para outro local, eu explico: porque a Foz não é para todos! Ter prazer em levar uma camisola para a praia quando ainda estão 30 e tal graus já a pensar no vento que vai estar ao fim da tarde é alguém que gosta daquela praia acima de qualquer outra e são essas as pessoas que queremos que estejam na Foz.

Não quero excluir ou ofender ninguém mas adoro o facto de este microclima afastar os indesejados, os fracos, os inadaptados e inadaptáveis, no fundo os que não compreendem a Foz do Arelho e as suas nuances.

Lusco Fusco


Tal como no gato fedorento (em o lusco fusco) foram 5 a 7 minutos de grande diversão muito intensa...

Bem, o momento apresentado aqui foi de facto fantástico e como o negócio da noite na Foz do Arelho já tem muito para contar quero partilhar aqui aquela fase do dia que já não é de dia mas também ainda não é de noite que é mesmo o lusco fusco.

A Foz é muito mais do que a nossa imaginação pode atingir e a prová-lo está esta fotografia que poderia ser de um qualquer destino turistico exótico que não está ao alcance de todos. Neste dia fiquei com a agradável sensação de que aqui tão perto está um paraíso.

Os nossos dirigentes têm de facto uma grande responsabilidade quando tomam decisões sobre o património local e já agora que estamos a eleger as sete maravilhas de Portugal lembrem-se que amanhã poderemos estar a concorrer com a Foz do Arelho para as sete maravilhas da natureza em Portugal e porque não no mundo. É obrigatório preservar o que temos de melhor...

segunda-feira, janeiro 15, 2007

O que eu mais gosto na Foz - Parte I

Quero iniciar esta interminável rubrica com algo que um qualquer "fozeiro" se deveria identificar sem grande dificuldade. Não vou falar do mar, da praia, da lagoa ou mesmo do já muito publicitado palacete, vou falar dos "Vicentinos".
Não estou a falar de uma ordem religiosa de monges vicentinos ou de um grupo infantil de canto coral chamado " Os Vicentinos", estou a falar de uns bolinhos que podem encontrar no mini-mercado Vicente, no centro da povoação, que durante todo o Verão e aos fins de semana durante o resto do ano, tem uns bolinhos pequenos, tamanho miniatura de qualquer outro bolo, que quentes logo pela manhã com um grande copo de leite frio simples é um dos grandes momentos da vida, esqueçam ter um filho, plantar uma árvore ou escrever um livro, quase tudo se resume a um Vicentino.
É certo que estes bolos não são um exclusivo de Zé Vicente (proprietário do mini-mercado) mas a verdade é que este acabou por emprestar o seu nome, na falta de um melhor e o sinónimo de qualidade que este acarreta, à delícia que agora vos descrevo. Posso desde já avançar que a sua massa estaladiça e aquele interior, que me dizem ser de feijão, que é doce e ao mesmo tempo não doce é divinal, se não fosse divinal não seria assunto do blog. Poderia estar aqui intermináveis horas a tentar descrever a consistência do dito mas não tenho arte e engenho para tal, daí aconselhar uma ida, quanto antes, ao mini-mercado Vicente.
Sei que com isto, devido ao enorme sucesso que o blog vai ter, posso estar a hipotecar a minha hipótese de comprar um quilo de Vicentinos no próximo Verão e também a transformar um pequena fábrica de pastelaria numa multinacional de exportação de Vicentinos cotada no PSI 20 mas não posso deixar de contar um dos grandes prazeres que a Foz me dá.
P.S. - Sr. António não se preocupe que o seu talho ainda vai ser assunto de um post!!!

domingo, janeiro 14, 2007

A Foz a cores

Parece-me que isto está a começar bem, mas se queremos dar aos nossos visitantes, uma ideia mais clara do que é a Foz do Arelho, não podemos colocar apenas registos fotográficos do tempo dos afonsinhos. Assim, espero que esta contribuição fotográfica, que agora insiro, possa revelar um pouco mais do que esta povoação tem para oferecer.


Apreciem a beleza desta paisagem...













Eyes Wide Shut


Lembram-se daquele filme de Stanley Kubrick (ao qual o mesmo já não assistiu à estreia pois infelizmente faleceu pouco antes) com Tom Cruise e Nicole Kidman chamado EYES WIDE SHUT ?
Pois é, cada vez que vou á Foz do Arelho e inevitavelmente admiro o palacete do Conde Almeida Araújo, além de apreciar a beleza deste edifício, que é um ícone desta povoação, lembro-me da cena em que Tom Cruise, numa noite bastante atribulada, vai a uma festa algo estranha nos arredores de Nova York em que para se entrar é necessário uma “senha”.
Imagino-me a chegar ao portão numa noite de tempestade e dizer ao porteiro bem vestido – FIDELIO ! e daí para a frente só não quero passar o mesmo que o actor obviamente… e voltar a casa tranquilo.
A imaginação é assim e para isso a Foz é um local de eleição onde, de dia ou de noite, a paisagem ampla de natureza ou arquitectónica nos leva a momentos inesquecíveis.

sábado, janeiro 13, 2007

Em 1963

Para verem como gosto da Foz do Arelho aqui fica uma imagem de 1963. Um postal escrito pela minha mãe nesse ano e dirigido ao meu pai referindo uma bela estadia em férias e aguardando a sua chegada o que me sugere que já estariam a pensar em mim pois nasci no ano a seguir...
A minha paixão pela Foz é anterior à minha existência!!!

Um pouco de História...



A Foz do Arelho era uma simples povoação da freguesia da Serra do Bouro, e foi elevada à categoria de freguesia a 5 de Julho de 1919.
Desde sempre, a Foz do Arelho foi uma estância de férias, escolhida por famílias de elite, destacando-se a actividade que o industrial Francisco Almeida Grandela desenvolveu em prol da freguesia.
No livro Terra de Águas, editado em 1993 pela Câmara Municipal, refere-se que nos anos 80 do século XIX "Caldas da Rainha começava a viver os seus anos de glória; a obra do Visconde e, mais tarde, a do industrial Grandela (cujo "Chalet" se pode observar na imagem), ali na vizinha foz, serviria, então, de modelo a um certo exotismo arquitectónico, fantasista (...)". Não foi por acaso que nas ligações da cidade ao interior do concelho, a Foz do Arelho tinha o único itinerário considerado moderno há mais de 100 anos. Se há freguesias onde é o passado que continua presente, em relação à Foz do Arelho é o presente que chama a atenção da população: os problemas de assoreamento e poluição da Lagoa de Óbidos, longe de serem resolvidos pelos responsáveis autárquicos e governamentais, suscitam enormes dúvidas aos moradores. Todos os anos diversas personalidades ligadas às mais diversas entidades, reformulam promessas que visam a salvação de um imenso património ambiental. O próprio emprego e a qualidade de vida dos fozenses tem vindo a ser posto em causa. A pequena localidade e os seus lugares continuam demasiado dependentes da lagoa e não têm sido criadas alternativas para o futuro da freguesia.
Resta a esperança de que o turismo venha a ser a tábua de salvação. E para isso contamos com a vossa contribuição. Venham conhecer a Foz e prometo que vão sentir que valeu a pena terem vindo a este mundo.