Não me baseio em qualquer documento histórico para confirmar o que escrevo aqui hoje, mas parece que em tempos, a lagoa da Foz do Arelho foi um porto dominado por embarcações piratas. Sim, estão a ler bem, piratas. Piratas como estamos habituados a ver em filmes, com barba, pala no olho, perna de pau (estes ainda se podem comprar no café mais próximo) e papagaio ao ombro. Bem talvez não tanto vestidos a rigor.
Lembro-me de ser puto e me contarem isto e lembro-me também que existia à saída da aberta (ligação maritima entre a lagoa e o mar) um mastro de madeira que se avistava quando a maré estava baixa e o mar estava calmo. Diziam-me "aquele mastro foi um antigo barco pirata que ali naufragou".
Naqueles tempos a Foz devia ser ainda mais fantástica, com a lagoa, que em tempos foi bem profunda, a albergar dezenas de navios piratas. Na costa, a Foz deveria servir de albergue aos piores ladrões do mundo de então, que se deliciavam com o rum do Côcos da altura, ou seria ginja que vinha de Óbidos? Não sei, mas na altura é que se deviam passar umas boas férias na Foz.